Arte do Dia #2: Macross (ou Robotech?)

198X (não lembro bem o ano, eu era muito pequeno XD). Dentre as poucas recordações que tenho na memória da década de 80, está o que certamente foi o primeiro anime que vi na vida. Acho que foi no Xou da Xuxa, que assisti a Macross. Ou, melhor dizendo, a Robotech.


Exibido no Japão em outubro de 1982 e produzido pelos estúdios Nue, Artland e Tatsunoko, Macross é um clássico por reunir no mesmo roteiro batalhas épicas, Mechas e até romance, tudo com muita qualidade. Quase 30 anos de existência depois a franquia reúne diversas outras séries, além de movies, OVAs e mangás.

Macross foi adquirido nos Estados Unidos pela companhia Harmony Gold, junto das séries Super Dimensional Cavalry Southern Cross e Genesis Climber Mospeada em 1985. Na época as redes de TV americanas exigiam um mínimo de 65 episódios para que uma animação pudesse ser exibida 5 vezes por semana. Aí a Harmony Gold tinha um problema: Macross, Southern Cross e Mospeada tinham respectivamente 36, 23 e 25 episódios, insuficientes para exibição. A solução? Juntar tudo e fazer uma história só! Assim nasceu Robotech.

É claro que para formar Robotech nenhuma das três séries saiu ilesa: episódios, roteiro, diálogos, trilha sonora… tudo foi editado e refeito para que formasse uma saga que conta as histórias de três gerações de personagens em guerra contra raças extraterrestres pelo controle da Protocultura, uma poderosa fonte de energia.

As três séries juntas formam 84 episódios, mas a Harmony Gold queria 85, para que fosse exibido corretamente de segunda a sexta. Para isso foi criado um capítulo reunindo cenas de Macross e Southern Cross e “unificando” ambas.

No Brasil, Robootech teve apenas a fase referente a Macross exibida, ficando Southern Cross e Mospeada de fora. Pouco tempo depois Macross foi exibido aqui em sua forma original, com o nome Guerra das Galáxias.

Apesar do “remendo” de séries que foi, Robotech tem grande importância por ser uma daquelas séries que ajudou a divulgar os animes no Ocidente na época. Foi uma exceção à regra: uma edição americana que acabou sendo bem sucedida.

Este post foi publicado em 09/07/2012 às 15:17. Ele está arquivado em Arte do Dia e marcado , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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